quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

É seu.














Reclamaste do abandono
daqueles que negaram um olá
que fizeram te perder o sono
não enviando a ti o verbo lembrar

para que não escrevas com pesar
você nunca vai ser esquecida
alguém escreve para te titilar
quanto a isto pode ter certeza

toda rosa tem seu beija-flor
e a apreciadora das letras
tens um singelo versador

e não se queixes mais
pois quem vos escreve
é um simples e rapaz.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

São Paulo foi uma Amazônia




Trancafiaram o leão
e também o jacaré
ensinamos a girafa
a não comer o que ela quer
mostramos para a onça
como é ser um selvagem
destruímos as florestas
e criamos uma cidade
o zoológico me encantou
despertou a curiosidade
de como era o rio
cheio de animais em sua margem
árvores viraram moveis de luxo
mostramos como somos lixo
sendo sempre destrutivo
o rio sem saber falar
permaneceu sempre mudo
hoje ele se rebela
em resposta destrói tudo
as aves que víamos
sempre a voar
existem cativeiros
para que possam procriar
destruímos para enriquecer
e educamos para cultivar
se alguém quiser saber
como isso vai acabar
é só olhar são paulo
e veja como está
só de pensar
me causa insônia
mas nunca duvide
São Paulo foi uma Amazônia.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Av. Paulista






 



  
Nas calçadas
não havia fogos de artifícios
nem roupas brancas
ou barbas feitas
meia-noite
começou a chuva
embaixo das marquises
cada um se ajeita
talvez tenha dor
outrora aflição
ali os mesmos moradores
nem notavam
que já era réveillon
os ricos vestem branco
os pobres tentam
mas o branco deles
é meio amarelado
os que não pensam
fazem besteira
e são atropelados
quando todos se abraçam
desejam feliz ano novo
novamente tudo se acaba
uns beijam outros murmuram
alguns se drogam
e vão para o outro mundo
eu oro por todos
depois durmo.