segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Só a Poesia!














A poesia

que me fez prestar

a devida atenção no dia

me fez ver que

por mais que eu não queira

o sol não se nega

a garoa cai

o filho chama pelo pai

o beija-flor vai a flor

e a abelha produz o néctar dos deuses

as dores são sentidas

as agonias são aflitas

as piadas são curtidas

no molho das alegrias

a pedra não só pedra é

a nuvem da asas a imaginação

e no olhar da criança mesmo que só

não se vê solidão

a minha tez miscigenada

prova que de puro não temos nada

só a poesia!

7 comentários:

  1. Suas palavras soam com revolta e com muita vontade de mudança. Ser sincero as vezes atrapalha algumas coisas, ser honesto também, mas ser mentiroso e arrogante não nos leva a lugar nenhum, por nunca somos verdadeiros quando praticamos maldades.

    PAZ mano, feliz 2011.

    xXx

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  2. Não sei se vc liga muito para selos, mais indiquei meus 5 blogs preferidos para receber alguns e o seu está entre eles. Aqui o link para pegá-los: http://jaconapacheco.blogspot.com/2011/01/primeiros-selinhos-de-20111.html
    Valeu, fica com Deus ;)

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  3. Oi Henrique,
    Estou adorando o livro. Valeu por emprestar. Beijos, Charlene

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  4. Olá Henrique. Gostei muito da sua poesia e do seu blog. Vc fez um comentário na comunidade sobre esse meu poema. Eu o fiz com a ideia de mostrar como as figuras de linguagem embelezam e agigantam um texto. Se vc puder analisar e fazer sua crítica em meu blog eu me sentiria por muito honrado. Obrigado e um grande abraço.

    http://ecodesorrisos.blogspot.com/

    É CHEGADA A HORA

    Desgastado, sem conforto, cansado, morto - alteração
    Riso gargalhado, choro chorado - pleonasmo
    Prefiro a morte, tu, a vida – zeugma
    Vivo por tentar mau caráter
    Vivo por lutar
    Vivo por labutar – polissíndeto
    Minha vida, não sei se quero continuar vivendo – anacoluto
    Não sei se devo continuar
    Não sei se quero avançar
    Não sei mais o que sei - anáfora
    Minha doce vida é só que espinhos – ironia
    Meu túmulo me vê, sedento - prosopopéia
    Quero que a morte venha, venha morte – apóstrofe
    Meu destino é estrada de espinhos – metáfora
    Não há copos que saciem minha sede
    Nem pratos pra meu sustento – metonímia
    Quem vos fala está perto do fim – perífrase
    A luz amarga do ocaso me alcança
    Meu coração engasga, murmura, emudece – gradação
    Dói o lapso entre vida e morte – antítese
    A dama astuta debuta e amputa minha luta - eco

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  5. Desculpe, a frase mau carater não existe no meu poema, foi algum equívoco que não percebi.

    Foi malz!

    Abraços

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  6. Somos todos Zumbis mano

    essa que eh a verdade =P

    da hora o ser humano muitas vezes nao se da conta da sua universalidade

    Abrç

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  7. Muito bacana,A poesia realmente abre nossos horizontes e tem a capacidade de transformar o mundo (mesmo que seja nosso mundo interio), belo final,muito bom mesmo!!!

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