sábado, 23 de abril de 2011

A Culpa.

 














Seria delírio sonho ou visão,
De quem seria a culpa?
Minha, sua ou do patrão?

Ou do político?
Creio que não!
De quem seria então?

Podemos procurá-los,
tentar apontá-los,
levá-los a júri popular,
mas popular mesmo,
aqueles que estão em desespero,
na batalha do dia-a-dia,
na verdade os guerreiros,

São eles que não se entregam,
que não traem por dinheiro,
se existe uma herança,
eles não são herdeiros,

Primeiro
muitos os pais não conheceram,
Cresceram
mais não desenvolveram,

Será que a culpa não lhes pertence?
vivem levando chibatadas,
e nem se quer sentem,

ou são das crianças?
que ao nascer já nos preocupa,

É deles eu sei que não,
pois brincam contentes,
pensamentos puros sem cadeado,
nem ao menos uma corrente,

Pensei nas empresas de tabaco!
e aqueles que vendem o álcool,
escravizando assim,
os escravos do sistema,
que não conheceram o amor,
sem saber que vale a pena,

Acho que a culpa é minha!
não propaguei o amor no meio da rua,
ou ela me inibiu,
pois eu cresci com a TV,
e ela me excluiu,

Ah! A culpa é do ladrão ou não?
ele não teve escolha,
só restou essa opção,

Cheguei à conclusão!

a culpa é dos trabalhadores,
dos pedreiros e catadores de papelão,
das pessoas que comem
o que chega ao lixão,
que ao invés de roubar,
pegam resto e imaginam pão,

Uma certeza eu tenho,
que a culpa não é do patrão,
porque se todos fossem como ele,
não haveria exclusão.

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