segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E foi + 1...













Se eu pudesse, falava pra ele

não vai não!
porque vai faltar um mano
na banca.
tava na cara que o caminho
era cemitério ou tranca.

O pior que nem vi ele sair
e no dia seguinte
foi a noticia que ao invés dele
veio bater aqui.

E ai mano
-fala truta
-Liga o Cabelo?
-pode crê!
-Os caras falô que ele ta La na rua
da feira de sábado
com um tiro de 45 no peito
-Que aconteceu mano?
-Sei não ó
disseram que foi vê uma fita e
e cara era mais zica
e arrebento...

E pra quem ficou
só restou a dor.

"se eu pudesse, falava pra ele
não vai não
porque vai faltar um mano
na banca".

Um comentário:

  1. POEMA EM DOIS ATOS:

    Primeiro ato

    O crime
    Estava ali exposto
    Uma fotografia amarela
    Uma notícia esquecida na gaveta
    Uma sombra na parede
    De terno e gravata

    Estava ali
    Exposto

    O corpo
    E seus momentos memoráveis
    Num silêncio fúnebre
    De cadáver...

    Segundo ato

    É como se ele
    Apenas caminhasse
    Na sombra do tempo
    Vulto a vigiar
    As horas incertas
    Na espreita
    Na espera
    De quem nunca chega
    É como se a cada momento
    Ele fosse outro
    Outro que não ele mesmo
    E vivesse a guardar segredos
    Dele para com ele...

    cai o pano

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