Se eu pudesse, falava pra ele
não vai não!
porque vai faltar um mano
na banca.
tava na cara que o caminho
era cemitério ou tranca.
O pior que nem vi ele sair
e no dia seguinte
foi a noticia que ao invés dele
veio bater aqui.
E ai mano
-fala truta
-Liga o Cabelo?
-pode crê!
-Os caras falô que ele ta La na rua
da feira de sábado
com um tiro de 45 no peito
-Que aconteceu mano?
-Sei não ó
disseram que foi vê uma fita e
e cara era mais zica
e arrebento...
E pra quem ficou
só restou a dor.
"se eu pudesse, falava pra ele
não vai não
porque vai faltar um mano
na banca".
POEMA EM DOIS ATOS:
ResponderExcluirPrimeiro ato
O crime
Estava ali exposto
Uma fotografia amarela
Uma notícia esquecida na gaveta
Uma sombra na parede
De terno e gravata
Estava ali
Exposto
O corpo
E seus momentos memoráveis
Num silêncio fúnebre
De cadáver...
Segundo ato
É como se ele
Apenas caminhasse
Na sombra do tempo
Vulto a vigiar
As horas incertas
Na espreita
Na espera
De quem nunca chega
É como se a cada momento
Ele fosse outro
Outro que não ele mesmo
E vivesse a guardar segredos
Dele para com ele...
cai o pano