terça-feira, 20 de março de 2012

No Gueto.














Na pericia cirúrgica do bisturi
meus versos esfolam se soltam
e mostram

pensamentos falhos inertes
se mudam caminham
e se moldam

Ícones e ídolos caem por terra
quando se abrem os olhos
e não somam com as favelas

Não só a estrutura avermelhada
mas pelas crianças que correm nas calçadas
é por elas não fazem nada

Somente quando querem
auto promoção
para que se notem que vocês
tem um enorme coração

Raça de gente que se dizem gente
se dizem humildes
amantes dos carentes
frios e descrentes

Nem sonham nem sentem
defendem idéias
e não nossa gente

A depressão não me engole
pelo seu jeito esnobe
mas gostam do suor
de quem vive no corre...

Isso será cobrado
quando vier pro meu lado
e trombar com brutos
com os punhos cerrados

Não vai se salvar
quando passar pra cá
você dentro do carro
e nós que vamos atropelar

Não haverá seguro
nem grades nem muros
que tanto pagaram
pra manter enjaulado
aqueles mais escuros

Que olham e não vêem
mas que são de verdade
e vivem a margem
da sociedade

Racista, fascista e escravocratas
não dividem só pagam
pra que os meus
só tenham as calçadas
e o brilhos dos astros
que alumiam com graça

Mas com graça e sem brincadeira
o sangue que escorre é o seu
infame ateu
não quis dividir agora perdeu...

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