quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Do Pó a Vida.















Subúrbios, becos, vielas,
Favelas...
O fogo consome
Mas o povo não some.
 
A vida vivida
Não evapora
E também não se enterra.
Mas toda vez que a chama
Varre...
É uma parte da vida
Que era...

O que ficou
É o que da força
Pra recomeçar
E a outra parte da vida
Se encerra...
E tudo se inicia
O sofrimento deu luz
A uma nova era
 
Pega tábua, compra telha
E em seguida está de pé
A mais bela criança
Chamada favela...
 
Se de fora não é o paraíso
 mas é pra quem a tem
E sabe que o valor da vida
não se paga com as de cem...
 
espero que essa labuta
 não canse os nossos irmãos
e que se enterrem vivos
os que tratam como lixo
quem da o sangue
pra construir a nossa nação.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nós...














Índio e branco
do negro, sangue bantu
que  foi trazido
e o índio traído

Foi batizado com seu santo
mas não lhe deram o manto
causadores do pranto

Nessa mistura
faltou o amor

E agora, nova era
quando canto a liberdade
oca e quilombo
se tornaram favelas
nascemos nelas

Entre tijolos vermelhos
restos de palha como se fossem aldeias
na mesma mistura o mesmo vermelho
correndo em nossas veias.

Mas não é só o sangue bantu
também tem outros cantos
entoados com tambor
como o chão,  mãos e pés batidos
com suor e muita dor.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sim...




















Quando pensamos que somos monstros

o suficiente para atropelar tudo na vida,
Vem uma lágrima e diz:
"Hei, calma! você é apenas um ser humano".

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Passarinho

Num mês Agosto a contragosto 
nos deixou somente as lembranças
gravando na memória seu sorriso e seu rosto...










Quem já viu o sorriso do pássaro

entende o porque as suas asas batem
sempre a favor dos bons ventos...